
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Cake

quinta-feira, 17 de abril de 2008
sex.drugs.complications
I was alone, falling free, trying my best not to forget.
What happened to us, what happened to me,
what happened as I let it slip.
Eu estou ansiosa. A quanto tempo eu não sinto essa ansiedade tão deliciosa? A espera por algo que deverá ser bom. A quanto tempo não é realmente bom? Não será num canto escuro. Não irá ser o trabalho que foi foda. Vai tremer. Treme e treme. Eu consigo até achar graça, dessa situação toda. Amigo da minha amiga que mora só. Vamos lá tomar uma cerveja e ouvir música alta?
Kit net é um apertamento realmente. Mas para uma pessoa que mora só, ta de bom tamanho. Sofá, banheiro, geladeira, cama, tv, som, guarda-roupa e uma vista de dar inveja. Ainda mais a noite...
Eu gosto de rock. Ele gosta de reagge. Ele deixa tocar rock, se eu lhe beijar. Trato feito.
Senhor, vai ter pegada desse jeito lá na minha casa. Me explica, senhor, que jeito de pegar uma garota, é aquele? Primeiro que me pega no colo e encosta na parede e faz estrago. E que estrago, e que mãos, e que boca.
Sinto até que estou escrevendo pouco, por mais que todas as sensações eu ainda sinta. É que não foi resolvido ainda, mas será! Hoje, as 19 horas na porta. Quem sabe eu não ache um brinco perdido.
O que realmente é engraçado, é que eu tenho passado os dias com alguém. O Terrível, vamos chama-lo assim. Me perguntam a todo momento, se eu gosto dele. Eu gosto de ficar com ele, e isso meus caros, não é a mesma coisa. Eu não passo as tardes no trabalho, pensando nele. Eu não vou dormir a noite, pensando nele. Só sinto falta, quando eu vou estudar, e ele não está lá, no bar. E todos dizem, e eu consegui começar a ver, que ele pisa em mim. O respeito, que o minimo possivel, ele não tem por mim. E em todo esse tempo, mesmo com nossas vontades e tentativas de ser ver, não passamos de cantos escuros. Sinceramente, acho que não consigo imaginar essa situação em algo mais.
Também, para provocar, eu conheci um Diplomata, que é uma pessoa com quem a conversa flui naturalmente. Nunca passei tantas horas falando sobre família. Mas ele pecou, em usar termos que não deveriam ainda ser apresentados. Já deste atrás da Igreja, guria? Agora é essa frase que ecoa quando eu penso nele. E pelo o que diz e demostra, ele está pensando demais. Um diplomata bobo, bobo por mim.
Além, de até o passado me visitou. Nunca citei um Milord virginiano que era virgem. Que seus beijos em meu rosto me faziam sentir calafrio. Ele cresceu, ele aprendeu, ele mudou. Mas certas coisa nunca mudam. Sim, eu tinha passado os dias, enquanto tinha gente estranha comigo, pensando nele. Foi bom, reviver um pouco, de tudo o que passamos. E se lembrar que quase nunca fizemos algo completo, era sempre o começo. E até o meio, mas era um bom começo e meio. Mas, não é como era antes, e ainda bem que não. Ele quer arrumar uma namorada, e eu quero estar feliz.
Voltando no Terrível! Sim, tem mais sobre ele. Ficou sabendo do Diplomata e veio perguntar, como quem não quer nada. Eu disse que sim, mas que estava sentido cheiro de sentimento, e isso não é bom. Ahhh... eu andei meio estranho essas semanas, meio mal, mas agora eu estou melhor tá?
É meu bem, eu também já estou melhor, mas foi antes de você. Já disse e repito: Se tu não quer, tem quem queiras...
Falta exatamente, uma hora e trinta e nove minutos. Só espero que dê certo, e nem precisa ser tudo. Unh, mais tarde eu arrumo um nome para o reagge, algo bem criativo.
Deseje-me boa sorte, baby.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Volúpia de minha videz

Não é amor, é desejo
desejo de você, desejo do seu corpo
do seus braços, bocas
se te pego de jeito faço estrago,
se me pega faz delírio,
se te vejo suspiro
quero você aqui, agora e sempre,
com as luzes apagadas
quero nossas pernas entrelassadas,
grudadas de um jeito
de um jeito que nunca se solte,
quero você de noite, de dia, de tarde
mas principalmente de madrugada
dispida, na minha frente, em cima de mim
quero ver ferro com ferro
te quero todos os dias, sem férias,
não quero só imaginar
quero ouvir você falar, cantar
quero dizer tudo no seu ouvido de um jeito que te deixe louca,
qualquer dia eu morro, morro de tanto prazer
quero nossos corpos juntos,
até formar um só, não quero amor, quero prazer
quero te ver de todos os ângulos, quero suas curvas nas minhas mãos
quero minha boca na sua taça
quero ver teu prazer num gemido e gritar a noite toda pra você
até cairmos e depois começar tudo de novo!
(C. F. Schwartz)
domingo, 30 de março de 2008
Torn

Certo, quer saber a realidade? Eu tenho me sentido sozinha. E essa solidão não me cai bem. Ainda mais essa solidão, aquela que sentimos quando estamos perto de alguém.
Todos esses relacionamentos, que não não relacionamentos. Todos esses contatos vazios. De um lado eu tenho quase todas as noites, alguns beijos, algumas provocações, mas nada de sentimento. Algumas vezes, é foda. Mas é de uma maneira tão rápida, quando começa a ficar bom, para. E eu fico caida no chão, enquanto ele se vai. " Isto é como eu sinto, eu estou com frio e humilhada,
Falsa exposta no chão." Só que no resto daquele dia, houveram risadas, gracejos, até mesmo carinhos que fazem valer a pena. Eu vou cair novamente, porque sei que antes você vai olhar e sorrir. Porque dessa "relação" eu não quero mais nada, além de te levar café e você me fazer rir.
Sobre os beijos a noite. Eu gosto. Mas não é esse gosto que todos estão falando. Porque estão todos em cima dizendo o que supostamente eu deveria fazer. Porque ele não quer nada sério com você. Porra, e quem foi que disse que eu quero? Quem foi que disse que eu quero namorar? Não, meu bem, eu não quero. Eu quero só viver, sofrer, rir, brincar e dançar. E eu quero respeito também. Me fale o que irá fazer, quem irá levar. Ao menos eu acho que é isso que eu quero.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Essa carência...

domingo, 16 de março de 2008
Ah! O Verão

Poxa, verão com niteói... Esses nomes que de certa forma se encaixam. Vocês dois, com esse namoro a distância, mas aonde encontram tudo. Ela é a garota, não é!? Sendo ou não, eu não me importo, oras! Eu sinto falta do verão, do seu calor envolvente... O que eu quero, antes que ele acabe, é te ver! Por mais que os dias ficaram livres só quando ele acabar. Mas eu quero que você entenda o que será o dia 20 de março. Não é um fim, é só uma pausa, entende? Nesse tempo que passou, eu tenho estado até muito bem, mas você faz falta.
É que fui tudo tão rápido! Você apareceu rápido, e surgiu aquela amizade, e começamos a ficar, e depois já estavamos naquele nivel! Ah, maldita globalização! Já estava tudo indo tão rápido, e eu fui inventar de acelerar. Depois desse tempo, eu vi o certo, que teria sido deixar os passos terem ficamos mais lentos e ritmados.
E eu digo "cá" entre nós, deixa o verão pra mais tarde. Me deixa tentar ter de volta sua amizade, e fazer com que se torne algo sólido. Depois, se ainda valer a pena, como valeu a pena aquela última sexta do ano, vejo se devo tentar algum tipo diferente de envolvimento. Enquanto isso, vamos só sair e comer um pote de galak?
segunda-feira, 10 de março de 2008
Águas de Março
É pau, é pedra, é o fim do caminho sábado, 8 de março de 2008
Força, mulher!

Elas querem é poder!
Mães assassinas, filhas de Maria
Polícias femininas, nazijudias
Gatas gatunas, kengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Garotas de Ipanema, minas de Minas
Loiras, morenas, messalinas
Santas sinistras, ministras malvadas
Imeldas, Evitas, Beneditas estupradas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Paquitas de paquete, Xuxas em crise
Macacas de auditório,velhas atrizes
Patroas babacas, empregadas mandonas
Madonnas na cama, Dianas corneadas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Socialites plebéias, rainhas decadentes
Manecas alcéias, enfermeiras doentes
Madrastas malditas, superhomem sapatas
Irmãs La Dulce beaidetificadas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
quarta-feira, 5 de março de 2008
Strawberries purple

Se nós nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir. Não, acho que estás me fazendo de tonta, te dei meus olhos pra tomares conta, agora conta como hei de partir...
segunda-feira, 3 de março de 2008
Rua Padroeira da Música.

E nessa manhã, os pais de família, não pegarão o trânsito matinal em direção ao trabalho. As crianças não têm um ar de sono, tão presente nas segundas-feiras antes de irem para escola. Afinal elas não irão para a escola. As mulheres da rua, com lágrimas nos olhos começam os preparativo para o velório.
A minha rua, Sargento José Bonifácio que fica na Vila das Palmeiras está órfã. Pois Dona Cecília era a mãe, tia e avó de todos nós, moradores da rua. Sejam os antigos, que se mudaram para lá, desde o final de Ditadura Militar, até o novo casal que chegou a pouco mais de um ano, estavam órfãos. Muitos podem achar um exagero isso, eu particularmente não acho. Por mais que tenha minha mãe todos os dias, Dona Cecília era uma espécie de segunda mãe para mim.
Ela era uma senhora que ajudava as mães solteiras da rua, e as casadas também. Que distribuía doces e histórias divertidas para as crianças. E sempre com um conselho para os rapazes, sejam eles jovens ou não. Dona Cecília morava sozinha em sua casa amarela, mas nunca estava realmente sozinha. Sempre tinha alguma mãe desesperada não sabendo como fazer com que seu filho comesse cenouras. Uma criança sentada numa cadeira da cozinha, devorando biscoitos recém-feitos, enquanto ouvia a história sobre Magos que viviam entre os Mortais. Ou um rapaz pedindo conselhos para conseguir criar coragem para chamar aquela garota que habita seus pensamentos. E no meio de seus conselhos, suas histórias, ela sempre cantava. Ah, como ela gostava de cantar. Nós dizia que a música limpa a alma das pessoas.
Os preparativos para velarmos sua alma, estavam prontos. Nós, por termos conhecido ela, sabíamos que ela não gostaria de um velório depressivo, como costumam ser os velórios. Em sua sala, haviam dezenas de cadeiras, e uma mesa repleta das guloseimas que ela tanto fazia. Tocava uma música antiga, da década de 40, que ela costumava cantarolar enquanto caminhava pela rua, cumprimentando seus moradores. Esses mesmos moradores, que ali estavam presentes, mesmo com todo o sentimento de solidão, sorriam ao falar sobre ela. Sobre como ela era importante e necessária em suas vidas.
Para mim, que junto com eles, me sinto órfão, me sinto triste e informado, não digo que ela era importante, necessária em minha vida. Seria matá-la mais uma vez. Dona Cecília, mesmo me magoando com sua morte, jamais deixará de ser importante. Tudo o que ela me ensinou, me mostrou, estará sempre presente. Para mim, ela ainda está cuidando de todos nós, moradores da Rua Sargento Bonifácio, que na verdade ira mudar o seu nome muito em breve.
