sexta-feira, 31 de julho de 2009
Tonight's gonna be a good night
Essa noite eu não vou pro céu.
Eu posso sentir, que hoje à noite vai ser uma noite boa.
Que hoje à noite vai ser uma noite muito boa!
Hoje à noite vai ser a noite! Vamos viver ao máximo!
Sinta a batida / Agite o corpo /Agite e não pare
E então nós faremos novamente:
Let's do it! Let's do it! Let's do it! Let's do it!
And do it! And do it! Let's live it up!
And do it! And do it! And do it, do it, do it!
Eu tenho a certeza, que posso conquistar o mundo inteiro essa hoje.
stop-me
Vi uma menina, com os cabelos ruivos trançados, dançando como uma bailarina. Ela tinha um sorriso doce e cantava para si mesma, enquanto girava em torno de si.
- Eu mordia os dedos até fazê-los sangrar.
Do outro lado, o vizinho do apartamento 15 cria coragem para falar com a garota da porta ao lado. Ele respira fundo e ajeita os óculos de grau em seu nariz, enquanto com a outra mão, bate na porta dela.
- Eu sinto o arranhado do meu pescoço e meus braços. Mas eu não sinto o ar entrando e saindo uniformemente dos meus pulmões. Meus dedos não estralam mais.
Outro grito. Não deveríamos julgar as pessoas, mas todos acham que não é tratando a filha desse jeito que a mãe dela vai conseguir algum respeito. Ou que seu marido volte.
- Eu já ouvi uma, duas e outras incontáveis vezes. A lógica fica se repetindo. É simples, exageradamente simples. Devo ser burra para não conseguir compreender e concordar.
O senhor olha para todos os lados. Sozinho, finalmente. Pega um cigarro amassado do seu bolso e o acende na terceira tentativa. Traga e solta fumaça. Sim, está bem mais calmo agora.
- Eu estou tentando, de verdade. Eu quero que esse frio na minha barriga pare. Preciso parar de ficar relembrando e relembrando.
Tem uma mulher sentada no chão da sala. Ela está olhando pela sua janela as pessoas viverem. Quem vê pode não acreditar, mas falta pouco para ela sair gritando.
- Eu tenho que respirar, não tenho? E tenho que parar de sentir essa esperança que ele vai mudar de idéia. Nada mais que eu disser, vai mudar alguma coisa. Só vou ficar cada vez mais... Ridícula.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Calma tempestade

Vejo-me diante de uma tempestade
Os relâmpagos rasgam os ares destemidos
Meu coração pulsa com agressividade
Com medo do que está por vir.
A cada relâmpago um olhar singelo
Mesmo com este barulho ouço teus suspiros
A tempestade acalma com o coração
Onde guardo todo meu amor por tí.
Os relâmpagos rasgam os ares destemidos
Meu coração pulsa com agressividade
Com medo do que está por vir.
A cada relâmpago um olhar singelo
Mesmo com este barulho ouço teus suspiros
A tempestade acalma com o coração
Onde guardo todo meu amor por tí.
Com você aprendi a crescer, viver e acreditar, da mesma forma que um simples sorriso possa contagiar um coração e encher os olhos de brilho.
E ai vem a tua resposta!....Este tempo todo eu andava a procura de um amor verdadeiro, onde a brisa do vento e os raios do sol pudesse prósperar.
E encontrei, por issu que eu acredito muito em nós, em que nosso amor pode ser maior do que toda a imensidão dos mares e vasto como a grama no campo ainda com o orvalho da manhã.
Simples, sincero e vardadeiro!
Te amo meu amor, ainda mais quando vejo o brilhos em seus olhos e um sorrisso contagiante!
Marcos Vinicius
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Efêmera
se com certeza você nem lembra de mim.
Só mesmo os pensamentos doces de Luiza, para me chamar de leviana de uma forma tão bela.
Não consigo conceber a idéia de você namorando firme.
Porque a coisa mais linda do mundo em você - uma das, mas no momento é essa a mais legal - é que você é eternamente apaixonada e solta, sabe?
Você pode ser louca por alguém e mesmo assim não conseguir se prender.
Você é um paradoxo e isso é tão maravilhoso.
Eu te tenho e não tenho ao mesmo tempo e acho isso o máximo;
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante.
Eu quero te conhecer. Então, eu vou te querer em mim. Com sorte, eu vou te ter, e vai ser épico. Claro, eu vou te perder e sofrer com isso. Até conhecer outro alguém.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Do tamanho de um botão
o que se ouvia quando dei por mim
- Amora, olha aqui pra mim.
- Eu to olhando, porr... porcaria.
- Então limpa esse lápis borrado do seu olho.
Eu peguei a manga da blusa e passei na parte de baixo dos olhos, então a manga branca ficou com um leve borrado preto.
- Porque eu tenho que explicar pra você, como você é? O que você acabou de fazer, mostra como você é, menina!
Eu olhei com cara de criança - Você tá me chamando de porca por limpar da blusa? Eu não tenho nenhum papel aq...
- Não! Não é nada disso. Você está acima de uma mancha de lápis na blusa. Eu te conheci, usando uma saia jeans velha, um allstar que já passou da hora de ir pro lixo, usando aquelas meias que eu sei, você adora! E lembra? Uma blusa simples, com uma estampa qualquer.
- Sei, e o que isso quer dizer? - Eu fuguei.
- Você estava linda! Seu cabelo tava solto, com cachos meio armados, mas tava linda. Sua beleza estava toda no seu olhar e no seu jeito de conversar. E putz, aquele seu sorriso.
- Ah, eu tinha tomado tequila aquele dia, eu tava me fazendo de engraçadinha...
Ela pegou a mecha de cabelo da frente dos meus olhos e e a colocou atrás da minha orelha.
- Você é engraçada com seu jeito.
- Jeito idiota, isso sim. Parece que eu nunca aprendo.
- Aqui que está, você aprende. Nossa, você desencana tão fácil. Isso foi uma experiência nova pra você, ficou mesmo encantada. Mas lembra como perde a graça fácil? Logo você tá me ligando para contar sobre o... Estudante de filosofia que mora num apartamento na republica e gosta de MPB.
- Será?
- Será e é. Além do mais, eu sou muito mais você de tênis.
Ela puxou minha bolsa que estava em cima do meu colo, achou meu maço de cigarros de menta, e pegou o isqueiro.
- Toma, fuma pra mim enquanto eu pego outra cerveja pra gente, tá amora?
- Tá bom.
Eu olhei ela levantar do chão da sala dela, e ir andando descalça até a geladeira. Enquanto isso, eu sorri com um grande alivio. Passei de novo a manga nos olhos borrados e dei risada.
- Mas me diz menina, daonde eu conheço o estudante de filosofia?
domingo, 26 de julho de 2009
Olhos de ressaca
"olhos de cigana oblíqua e dissimulada."
Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia.
Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia.
Eu usaria os seus, se pudesse.
Ressaca... Não, não é a ressaca causada pelos copos de whiskey que toma na madrugada.
É outra ressaca. É a ressaca do mar com aquela onda cava e profunda que ameaça avançar e tudo tragar. Olhos que te puxam pra dentro e lá te dilaceram.
E esses olhos de ressaca, estão dentro de 'olhos de arlequim'. Sabe como eles são? O fim deles é curvado para baixo, como se fossem tristonhos. Mas os teus, tem alegria demasiada. Tem o exagero da vida.
[...]
Queria fechar os meus olhos, os olhos tão expressivos que tenho, e parar. Parar de me expressar, de lembrar, de pensar e até mesmo de querer. Mas o que acontece é que quando eu fecho meus olhos eu estou perdida no mar, sendo levada pela ressaca.
Ah, eu analisei tanto os olhos, que realmente me perdi. No fim, meu medo aconteceu:
- Medo de fazer análise e perder a inspiração.
sábado, 25 de julho de 2009
Banheira

Tu que já foste a rainha do nilo
A imperatriz do nylon
A duquesa da beleza
A sufragista, a luz acesa
Na caverna iluminista
Tu que já posaste para capa de revista
E guerreaste ativista
Líder sindicalista
Que já te provaste ensaísta
Contista, romancista
Roqueira, feiticeira
Tu que já foste a primeira
A síntese de uma espécie inteira
Que fazes agora
Nessa banheira?
Natália Mallo
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Tudo que é sólido pode derreter
Se o amor não nos quiser, então azar do amor,
não soube nos amar...
não soube nos amar...
Porque mesmo quando a boca cala, o corpo quer falar...
Porque o desejo de fazer teatro está me invandido! Ah, saudades daquele palco de madeira e o frio na barriga antes de entrar em cena. Saudades da coxia e de pontos azuis na testa. Saudades de: Merda! Merda! Muita merda pra você!
Cansei de mim. Cansei de Suzayne, de Suka ou mesmo de Bobalona.
Eu quero ser... Thereza! Poder ser Aurélia ou Ofélia... Até mesmo Ismália. Ser os 'olhos de ressaca'. Quero ser outras mulheres. Quero ser todas as mulheres e nenhuma. Quero ser um homem. João. Ulisses. Macunaíma? Quero ser até o senhor de chápeu ou o morador da cidade dos raios.
Vou ser tudo (e todos), menos eu.
Irei ser o sorriso num dia triste.
Professor, vou ser a metafísica.
- Pode isso? Pode ser metafísica?
Olha, poder e não poder é uma escolha nossa, e só nossa. Eu escolho que, posso ser. Ser o que bem entender. Ou até mesmo, não entender.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Clarisse

Clarisse está trancada no seu quarto com
seus discos e seus livros, seu cansaço.
seus discos e seus livros, seu cansaço.
Clarisse está no alto da escada sentada. Ela está com um olhar triste, enquanto vê todo o caminho que percorreu para chegar até lá em cima.
Não existe tristeza pelo caminho. Na verdade, só sorrisos sinceros. É por estar no alto da escada que ela está triste. É por estar lá sozinha.
Um senhor de chapéu se aproxima de mim e pergunta com a voz suave.
- O que aquela garotinha está fazendo ali em cima?
- Ela não consegue descer. Não sei se é medo, ou se ela não quer descer.
- Ora! Mas temos que fazer algo, ela não pode passar a noite ali!
Eu olhei pra ele com curiosidade. Mas que sorriso era aquele? Sim, ele estava preocupado com Clarisse. Só que ao mesmo tempo, ele sorria como um galanteador para mim.
- Si.... sim! Ela tem que descer! Como fazer isso?
Ele tirou o chapéu e colocou no primeiro degrau. Começou a subir lentamente, olhando fixamente para Clarisse que tinha se espantado com aquilo.
- Olá querida. Quer me contar o que está fazendo aqui em cima?
- Eu... segui uma porção de vaga-lumes que voaram até aqui.
- Oh! Vaga-lumes? Que divertido e interessante. E como foi seu passeio?
- Foi lindo senhor! A porção de coisas que eu vi, foi fabuloso! Eu até poderia descreve-las, mas perderia metade do encanto.
- Entendo. Mas os vaga-lumes foram embora, e você não pode simplismente ficar aqui, sentada sozinha, esperando que eles voltem. Eu temo... que eles não vão voltar.
Pela primeira vez, Clarisse olhou pra mim. Eu vi, seus olhos pesados, de lágrimas e de sono. Eu vi a pergunta em seus olhos, querendo saber, se era verdade. Era verdade, eles não vão voltar.
Então ela desceu correndo! Como se tivesse tomado um susto muito grande. Ela desceu e pulou nos meus braços e começou a chorar, feito a criança que ela é.
O Senhor desceu calmamente a escada, pegou seu chapéu e o colocou de volta na cabeça. Se aproximou de mim e deu um beijo suave na bochecha de Clarisse.
- Adeus, cherry.
Enquanto ele caminhava de volta de onde veio, que por sinal eu não sei daonde tinha sido, eu vi preso em seu cinto, uma luminária antiga cheia de vaga-lumes dentro.
Não existe tristeza pelo caminho. Na verdade, só sorrisos sinceros. É por estar no alto da escada que ela está triste. É por estar lá sozinha.
Um senhor de chapéu se aproxima de mim e pergunta com a voz suave.
- O que aquela garotinha está fazendo ali em cima?
- Ela não consegue descer. Não sei se é medo, ou se ela não quer descer.
- Ora! Mas temos que fazer algo, ela não pode passar a noite ali!
Eu olhei pra ele com curiosidade. Mas que sorriso era aquele? Sim, ele estava preocupado com Clarisse. Só que ao mesmo tempo, ele sorria como um galanteador para mim.
- Si.... sim! Ela tem que descer! Como fazer isso?
Ele tirou o chapéu e colocou no primeiro degrau. Começou a subir lentamente, olhando fixamente para Clarisse que tinha se espantado com aquilo.
- Olá querida. Quer me contar o que está fazendo aqui em cima?
- Eu... segui uma porção de vaga-lumes que voaram até aqui.
- Oh! Vaga-lumes? Que divertido e interessante. E como foi seu passeio?
- Foi lindo senhor! A porção de coisas que eu vi, foi fabuloso! Eu até poderia descreve-las, mas perderia metade do encanto.
- Entendo. Mas os vaga-lumes foram embora, e você não pode simplismente ficar aqui, sentada sozinha, esperando que eles voltem. Eu temo... que eles não vão voltar.
Pela primeira vez, Clarisse olhou pra mim. Eu vi, seus olhos pesados, de lágrimas e de sono. Eu vi a pergunta em seus olhos, querendo saber, se era verdade. Era verdade, eles não vão voltar.
Então ela desceu correndo! Como se tivesse tomado um susto muito grande. Ela desceu e pulou nos meus braços e começou a chorar, feito a criança que ela é.
O Senhor desceu calmamente a escada, pegou seu chapéu e o colocou de volta na cabeça. Se aproximou de mim e deu um beijo suave na bochecha de Clarisse.
- Adeus, cherry.
Enquanto ele caminhava de volta de onde veio, que por sinal eu não sei daonde tinha sido, eu vi preso em seu cinto, uma luminária antiga cheia de vaga-lumes dentro.
terça-feira, 21 de julho de 2009
tell me what to do
My girl is a little animal she always wants to fuck!I can't find a reason why. I guess it's just my luck.
(06/07/2009)
A comida esqueceu de ter gosto. Minha cerveja gelada está descendo quente pela minha garganta seca. Mantenho minhas mãos ocupadas com cigarros apagados. Até mesmo a droga! Que me acelerava, me fazia voar, me fazia poder tudo! Nada faz. Nada ela causa.
É a abstinência. Não dela. De você.
Não estava programado para eu sentir falta assim.
Me desculpe, mas no contrato não tinha essa clausulá.
Não me lembro de ler sobre efeitos colaterais.
Não me venha com "toda ação tem sua reação, na mesma proporção".
Se for assim, que sejam as reações que seu toque causam ao meu corpo. Você sabe bem o que estou dizendo! De quando apertava meu corpo com força. Das vezes que beijou meu pescoço. Ah! E de todas as incontáveis vezes em que me fez perder o fôlego.
Só estou pedindo por sexo. Não precisamos conversar, não precisamos ficar abraçados depois, fazendo carinho. Só estou precisando de sexo forte e penetrante com você.
A comida esqueceu de ter gosto. Minha cerveja gelada está descendo quente pela minha garganta seca. Mantenho minhas mãos ocupadas com cigarros apagados. Até mesmo a droga! Que me acelerava, me fazia voar, me fazia poder tudo! Nada faz. Nada ela causa.
É a abstinência. Não dela. De você.
Não estava programado para eu sentir falta assim.
Me desculpe, mas no contrato não tinha essa clausulá.
Não me lembro de ler sobre efeitos colaterais.
Não me venha com "toda ação tem sua reação, na mesma proporção".
Se for assim, que sejam as reações que seu toque causam ao meu corpo. Você sabe bem o que estou dizendo! De quando apertava meu corpo com força. Das vezes que beijou meu pescoço. Ah! E de todas as incontáveis vezes em que me fez perder o fôlego.
Só estou pedindo por sexo. Não precisamos conversar, não precisamos ficar abraçados depois, fazendo carinho. Só estou precisando de sexo forte e penetrante com você.
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